Manhã de bem estar no I Simpósio de Saúde Quântica do HGF

25 de agosto de 2011 - 12:25

 

 

 

 

 Música, abraços, gargalhadas e momentos de silêncio e concentração. Foi assim a manhã desta quarta-feira, 24, no auditório principal do HGF que ficou lotado para a realização do I Simpósio de Saúde Quântica do HGF, realizado pela Unidade de Recursos Humanos do HGF em parceria com a Coordenação de Eventos do HGF. O evento contou com a presença do diretor Geral do HGF, Zózimo Medeiros, da coordenadora administrativa da Emergência, Regina Gomes, e do presidente da Sociedade Cearense de Homeopatia, Tarcízio Diniz.

 

Integrantes do Projeto Rim Art abriram o evento com música. Em seguida, o professor Ph.D. em Física Quântica, Harbans Lal Arora, fez uma apresentação descontraída sobre a saúde quântica. Ele explicou como nossa mente pode transformar a nossa vida. Ensinou técnicas simples de como melhorar a concentração, tratar as tensões e melhorar o bem estar geral. Ele mostrou que a respiração feita de forma consciente e concentrada pode melhorar a nossa saúde rapidamente. Harbans também ensinou alguns mudras, gestos feitos com as mãos, indicados para combater os mais diversos sintomas que causam mal estar, como dores de cabeça, cólicas menstruais…

 

 
O professor Harbans falou ainda de seu trabalho realizado junto a pacientes e cuidadores do HGF desde 2008. Na ocasião, ele chamou uma funcionária para aplicar uma técnica que utiliza no pré- operatório e pós-operatório de seus pacientes. Suely Oliveira, enfermeira e artesã do Projeto RIM ART, que iria se operar à tarde aceitou e pode vivenciar como fazer com que o organismo possa se preparar para a cirurgia, melhorando o fluxo sanguíneo, com um treinamento do sub-consciente. 

 

Após a vivência, o professor em 7 minutos, aplicou técnicas para relaxamento do corpo e conexão do ser multidimensional e ao pedir depoimentos dos participantes, palavras como paz, reposição e energia foram expressas. Em seguida, foi aberto um espaço para depoimentos de pessoas que já se beneficiam das terapias quânticas na busca do bem estar integral. Bernardo Aguiar, ou simplesmente Capitão Aguiar, da Polícia Militar, orientador da Célula de Defesa Social da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, envolveu a plateia com o relato do trabalho que é feito dentro da abordagem quântica com os policiais que hoje integram o Ronda do Quarteirão. Ele falou da complexidade de seu trabalho com a violência, da importância do olhar para a força dos pequenos gestos e da vida como uma rede de ligação, exemplificando-a como uma veia inescapável de sentimentos. “Nós treinamos dentro dessa abordagem mais de 1.200 policiais e vamos treinar muito mais na capital e no interior do Estado. Se apenas um policial for transformado e isso refletir positivamente na comunidade, nosso trabalho já valeu à pena”- avaliou.

Um funcionário público soropositivo que prefere não ter nome divulgado, falou sobre como sua vida mudou depois que as técnicas começaram a ser aplicadas. Convivendo há 11 anos com a Aids, ele conseguiu baixar a carga viral e até hoje, não precisou tomar medicamentos, o que ele atribui à nova forma de encarar a vida. “Precisamos estar atentos às nossas atitudes. Elas podem mudar tudo.”

 

O engenheiro de pesca Eduardo Freitas superou mais um desafio em sua vida ao falar em público para contar um pouco de sua história. “Depois que ouvir tantos relatos incríveis, estou me sentindo como o Barão Vermelho abrindo o show dos Rolling Stones”- brincou. Ele contou como o treinamento feito com o professor Harbans vem ajudando no seu tratamento da síndrome do Pânico. “Quando a depressão chegou de repente, o meu chão caiu. Precisei de ajuda psiquiátrica, muito importante, mas não bastou. E é com a ajuda do professor Harbans que eu estou conseguindo superar o problema e ter uma nova postura diante da vida.”

 

 

No segundo momento, a médica e coordenadora da disciplina Medicina e Espiritualidade da Faculdade de Medicina da UFC, Eliana Oliveira, apresentou uma abordagem humanizada de lidar com os pacientes, a compreensão do sujeito multidimensional, a reflexão e compreensão da utilização da terapia centrada no paciente e não na doença, a conexão com o lado positivo e a forma de entender o processo individual que acontece com o coletivo, assunto abordado na física quântica. Ela ressaltou a importância do tema ser colocado na universidade junto aos estudantes de medicina. “Estamos formando médicos mais humanizados. Não queremos os melhores médicos do mundo. Queremos os melhores médicos para o mundo.”- finalizou.

 

 
 

 

O diretor geral do HGF, Zózimo Medeiros, que fez questão de participar ativamente de todas as vivências, ressaltou o evento como um momento benéfico de trabalho voltado para humanizar cada vez mais os profissionais do hospital e pessoas cuidadoras. Para o professor Harbans Lal Arora, esse foi um passo importante para que o HGF dê o que ele chama de salto quântico.