Substância forma osso novo em pacientes com osteoporose
6 de abril de 2011 - 15:56
Um novo estudo, de âmbito internacional, trouxe uma notícia muito promissora para o tratamento da osteoporose, doença que fragiliza os ossos. A pesquisa utilizou a biópsia óssea em 268 indivíduos e chegou à conclusão de que uma droga, denominada ranelato de estrôncio, não só diminui a reabsorção óssea – a remoção do osso antigo –, mas também estimula a formação de tecido ósseo. Essa ação dupla é o que diferencia o ranelato dos bisfosfonatos, medicamentos que agem reduzindo a reabsorção óssea.
A pesquisa foi realizada em 75 centros, em 12 países da Europa, América do Norte, América do Sul e África do Sul, entre fevereiro de 2010 e de 2011, tendo sido divulgada na mídia na última semana. No Brasil, 76 pacientes receberam acompanhamento durante um ano, os quais foram submetidos a biópsias em intervalos de seis meses e 12 meses.

Para a reumatologista Rosa Maria Rodrigues Pereira, presidente da Comissão de Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia, SBR, a grande importância do estudo foi ter utilizado a biópsia óssea, procedimento que consegue analisar, além da quantidade de osso novo, sua qualidade: “Métodos como a densitometria conseguem avaliar apenas a quantidade óssea (g/cm2), enquanto a biópsia óssea, pela metodologia de histomorfometria, avalia melhor a quantidade de osso novo formado e também a qualidade óssea (a microarquitetura óssea)”, assinala a médica.
A ação do ranelato de estrôncio, segundo Rosa Maria, já havia sido descoberta em pesquisas anteriores, mas nenhuma delas tinha utilizado a biópsia como método de análise. De qualquer forma, ela pondera que os estudos recém-divulgados ainda estão nos primeiros resultados e que serão utilizados outros procedimentos para analisar esses fragmentos ósseos, como a microtomografia, que igualmente avalia a qualidade do osso novo formado. “O mais importante é certificar-se de que a droga, além de cessar a reabsorção, também age na formação de osso novo, e todos os métodos de avaliação terão esse foco”, arremata.
Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia(SBR)