HGF realiza os dois primeiros implantes cocleares de 2011

4 de fevereiro de 2011 - 13:36

 

 

Graziellen, de 5 anos, recebeu o implante na tarde desta quinta-feira, 3 de fevereiro. Vai poder ouvir pela primeira vez na vida.

 

O olhar atento de Graziellen revela um semblante tranquilo e feliz. Quem faz a interpretação é a própria mãe, Maria do Socorro Ferreira, que acompanha a filha em um dos leitos do Setor de Pediatria do HGF. Graziellen, de 5 anos, de Umirim, recebeu nesta quinta-feira, 3,  um implante coclear. Graziellen nasceu com uma perda auditiva severa. O uso do aparelho amplificador não resolveu o problema. O mundo continuou sendo silencioso para ela.  Graziellen entrou na fila de espera para receber o implante coclear em agosto do ano passado. 

Além de Graziellen, quem também recebeu um implante coclear nesta quinta-feira, 3, foi a Jaqueline Bezerra, de 40 anos, de Maracanaú. Com o implante, Jaqueline terá a oportunidade de recuperar a audição após 20 anos de silêncio. Jaqueline perdeu a audição do ouvido direito ainda criança em consequência de uma caxumba. Aos 20 anos, sem entender a causa, perdeu a audição também do ouvido esquerdo. As duas pacientes foram as primeiras a receber o implante coclear neste ano no HGF. As cirurgias duraram cerca de três horas e meia e já são consideradas um sucesso. As duas pacientes devem receber alta médica ainda nesta sexta-feira, 4.

O HGF, unidade da Secretaria Estadual da Saúde, foi credenciado pelo Ministério da Saúde do Governo Federal para realizar cirurgias para implante coclear em dezembro de 2009. Em 2010, o hospital realizou 24 implantes cocleares, meta estabelecida pelo Governo Federal. Segundo o chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do HGF, Deodato Diógenes, para 2011, a previsão é ampliar o número de implantes realizados para 36. A proposta deve ser encaminhada em março para o Ministério da Saúde.

O implante coclear é realizado pelo SUS desde 2000 e o Ministério da Saúde investe R$ 45,8 mil para o atendimento de cada paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece o ouvido biônico, uma prótese que é implantada por meio de cirurgia no ouvido de pacientes com deficiência auditiva. O equipamento auxilia o cérebro a interpretar os estímulos sonoros, devolvendo o sentido ao paciente. Já há 17 unidades de saúde com capacidade para realizar o procedimento. Além do Ceará, elas estão no Distrito Federal e nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais,  Rio de Janeiro e Pará, credenciado em dezembro de 2010.

Um ouvido artificial

O implante coclear é um equipamento computadorizado colocado dentro da cóclea, na parte interna do ouvido. Ele capta os sons e os transforma em sinal elétrico, que é interpretado no cérebro como estímulo sonoro. Além do dispositivo, o aparelho é composto por um processador de fala que fica fora do ouvido. É como se fosse um microfone captando o som do ambiente. O funcionamento do implante coclear é diferente do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), uma vez que ele cria a possibilidade de o usuário perceber o som em vez de só aumentá-lo.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação HGF – (85)3101-7086
Gilda Barroso, jornalista – (85)9925-5762