Emoção marca a comemoração do Dia do Doador de Córneas, no HGF
10 de dezembro de 2010 - 14:48
Na manhã de hoje, 10 de dezembro, o Hospital Geral de Fortaleza recebeu convidados para o evento de comemoração ao Dia Nacional do Doador de Córneas (13 de dezembro).
Em clima de agradecimento e comunhão, famílias de doadores e receptores, além de profissionais da saúde e a equipe do Banco de Olhos do HGF lotaram o Auditório Principal. Logo na abertura, todos fizeram um minuto de silêncio, em homenagem aos doadores e ao ato humano da doação. Após a audição do Hino Nacional Brasileiro, compuseram a mesa de honra: a representante da Direção Geral, Dra. Fátima Dias; a responsável técnicas pelo Banco de Olhos, Dra. Marineuza Memória; e o representante da Secretaria da Saúde do Ceará, Dr. Régis Sá.

Em seguida, foram chamados para a realização da mesa redonda “Integração Religiosa: o ato de doar” representantes de algumas religiões praticadas no Brasil, a fim de falarem de doação de órgãos sob a ótica da espiritualidade. Estiveram presentes o jornalista Nonato Albuquerque (espiritismo), o Prof. Harbans Arora (holística e ciência) e o padre Emílio Castelo (catolicismo).
O jornalista Nonato Albuquerque enfatizou que o ato da doação é muito importante, hoje, representando a integração humana no plano material, e concluiu citando aquele que consideram o maior símbolo de doação da História, Jesus Cristo. Na fala do Prof. Harbans Arora, a atenção aos gestos mínimos de bondade para com o próximo como uma troca do que chamou de “energias sutis”. Experiente no trato com a oratória, o professor explicou, em prática, o sentido da palavra “irmão”, levantando-se, estendendo a mão ao padre Emílio, em seguida, abraçando-o. Assim, incentivou que todos os presentes repetissem o ato, sob um trecho da canção de Walter Franco, “Serra do Luar”: Viver é afinar o instrumento/ De dentro pra fora / De fora pra dentro / A toda hora, a todo momento.

Nas palavras do padre Emílio Castelo, o valor da doação como um gesto de grandeza e o conforto de Deus para as famílias que aceitam, na hora da morte de um ente querido, a solidariedade através da permissão da captação do órgão.
Depois, parentes de doadores deram seus depoimentos e falaram de seus sentimentos em relação à doação de córneas e nas mudanças que ela pode levar a outras famílias. Como é o caso do garoto João Vitor Ferreira Mora, de 10 anos. Ele perdeu o pai em maio deste ano e conta que, na hora da dor, pensou imediatamente em permitir aos médicos a doação dos órgãos de seu pai, como as córneas e o coração. João Vitor reuniu coragem e leu para todos a mensagem que escreveu a punho próprio endereçada a seu genitor, causando muita comoção entre os que assistiam.


Na sequência, foi servido uma café da manhã no hall do auditório, animado por sorteio de brindes.