Grupo Técnico do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do HGF toma posse

23 de novembro de 2010 - 15:41

 

 

O HGF é um dos 20 hospitais de ensino do país a ter o projeto de implantação do NATS aprovado pelo MS

As inovações tecnológicas atingem todos os setores da sociedade. Na área da saúde, todos os dias surgem novas tecnologias e outras se tornam obsoletas com a mesma rapidez. Pensando na relação custo-benefício da incorporação dessas novas tecnologias em saúde, é que o Governo Federal está investindo na Avaliação de Tecnologias. No ano passado, foi feira uma chamada pública a todos os hospitais de ensino do país. Vinte projetos foram aprovados e devem receber um total de R$600.000,00 para criação e implantação dos núcleos.

O projeto do HGF foi aprovado em julho de 2009 e no dia 4 de novembro de 2010, o NATS – Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do HGF foi oficialmente instituído. A posse dos membros do Grupo Técnico do Núcleo ocorreu nesta terça-feira, 23, no mini-auditório do HGF.

Membros do Grupo Técnico do NATS – HGF

 

Maria Veraci Oliveira Queiroz, enfermeira – Coordenadora do Grupo

 

Eda Queiroga, fonoaudióloga
Eliardo Silveira – odontólogo
Helena Carmem Guerra, farmacêutica
Ilvana Lima Verde, enfermeira
José Hortêncio Santos Neto, médico
Mailze Campos Bezerra, médica
Maria Márcia Feitosa Melo, nutricionista
Mônica Medeiros de Vasconcelos, enfermeira
Níobe Maria Ribeiro Furtado Barbosa, médica
Tânia Maria Bulcão, médica

Avaliação de Tecnologias em Saúde no Brasil

Os gestores em saúde necessitam de informações coerentes sobre os benefícios, os riscos e os custos das tecnologias e seu impacto sobre os serviços de saúde, para apoiar a tomada de decisão com relação à incorporação ou abandono de tecnologias. Nesse contexto, ferramenta essencial é a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), processo abrangente que avalia os impactos clínicos, sociais e econômicos da utilização das tecnologias em saúde, emergentes ou já existentes, desde a fase de pesquisa até a suspensão do uso. Para isso, investigam-se efetividade, segurança, custos e custo-efetividade das tecnologias, entre outros indicadores.

A área de ATS é uma novidade no Brasil. Em termos práticos, predomina a escassez de pessoal com formação em ATS, tanto no setor público, quanto no setor privado. As instituições de ensino e pesquisa também possuem pouca tradição nesse campo. Torna-se, portanto, imprescindível o investimento na formação de pessoal habilitado para a realização de estudos e a elaboração de pareceres técnico-científicos. Importante também é a articulação desses
profissionais e estudantes em núcleos locais de ATS onde possam exercitar e aprimorar seus conhecimentos, no intuito de oferecerem respostas rápidas e consistentes para questões de incorporação, gerenciamento ou retirada de tecnologias nos hospitais de ensino brasileiros.

Foi para suprir essa necessidade, o Ministério da Saúde lançou a Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde – REBRATS – que tem o objetivo de promover e difundir a área de ATS no Brasil. A Rede estabelece a ponte entre pesquisa, política e gestão, fornecendo subsídios para decisões de incorporação, monitoramento e abandono de tecnologias no contexto de suas utilizações no
Sistema Único de Saúde. É também instrumento estratégico para viabilizar a padronização de métodos, validar e atestar a qualidade de estudos, e instituir educação permanente.

Com o objetivo de fortalecer as ações de ATS no Brasil, é que o Governo Federal está incentivando a implantação dos Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS) estruturados em Hospitais de Ensino, promovendo a disseminação da cultura de ATS principalmente em ambientes que visam à formação de profissionais da saúde.

Os instrumentos principais para o embasamento das atividades dos NATS são avaliações da eficácia, efetividade, eficiência e segurança das intervenções de diagnóstico, prevenção e tratamento e criação de diretrizes terapêuticas baseadas em evidências visando o uso racional de tecnologias e a segurança do paciente. Temas a serem abordados pelos NATS considerados importantes para o MS e a ANVISA são prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças mais prevalentes no Brasil, elaboração de protocolos terapêuticos baseados em evidências e apoio à tomada de decisão dos gestores em saúde.