Encontro debate diagnóstico e tratamento do Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade
13 de setembro de 2010 - 13:53
O auditório do HGF ficou lotado na manhã de sábado, 11. Profissionais de diversas áreas foram conhecer mais sobre o transtorno que é cada vez mais comum entre crianças e adolescentes
A manhã do sábado, 11, foi dedicada ao estudo do TDAH, Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade, para os cerca de duzentos participantes do I Encontro de Neurologia Infantil do HGF, promovido pelo Setor de Pediatria do Hospital Geral de Fortaleza. O evento foi aberto pela chefe do Setor de Pediatria, Elisabeth Véscia, que convidou a neuropediatra Irene Vilar para abrir a primeira palestra do dia, sobre os aspectos clínicos e terapêuticos do TDAH, tema de grande interesse comprovado no auditório lotado.
Com grande experiência no tratamento de pacientes com TDAH, a neuropediatra Sílvia Maria Lima Lemos, falou sobre os aspectos clínicos e tratamentos para crianças e adolescentes prejudicados no aprendizado e no convívio social pelo transtorno, considerado uma doença neurobiológica. Ela destacou que o transtorno se apresenta de formas variadas, sendo em alguns casos mais evidente o déficit de atenção, principalmente nas meninas, e em outros casos, a hiperatividade e impulsividade, mais comum entre os meninos. A médica falou da importância de analisar o comportamento da criança em casa, na escola e em outros ambientes onde ela tenha uma rotina. Só assim, é possível verificar se o caso é mesmo de TDAH. Dra. Silvia apresentou ainda estudos de prevalência do TDAH no Brasil, revelando que o transtorno atinge cerca de 3% da população, 87% apresentam uma ou mais comorbidades, ou seja, o paciente apresenta mais de um diagnóstico.
As comorbidades identificadas no paciente com TDAH foram detalhadas na palestra com a neuropediatra do HGF, Liana Coelho. Ela apresentou uma lista de comorbidades em que se destacam o Transtorno Opositor Desafiador, TOD, o Transtorno de Conduta, a depressão, o Transtorno de Ansiedade e o Transtorno de Humor Bipolar. Ela reforçou a importância dos profissionais ficarem bem atentos a estas comorbidades para que o tratamento indicado realmente assegure uma melhor qualidade de vida para estas pessoas e suas famílias.
O encontro seguiu com palestra da neuropsicóloga Cínthia Selene, que mostrou como o déficit de atenção prejudica o aprendizado e a memorização de conteúdos e reforçou a necessidade de acompanhamento desses pacientes, que tem uma doença crônica, e que vão necessitar de atenção especial por toda a vida. A terapia Analítico Comportamental do TDAH foi o tema apresentado pela psicóloga Cíntia Figueiredo. O evento foi encerrado com a palestra do fonoaudiólogo Geraldo Lemos, que falou sobre a Dislexia, um transtorno de aprendizagem.
Por conta do sucesso do encontro, o setor de Pediatria do HGF já se planeja para realizar outros encontros como este, levando mais informações, visando a melhora do atendimento à criança e o adolescente.