Dia da epilepsia é comemorada com mutirão de consultas no HGF
8 de setembro de 2009 - 03:00
Uma equipe composta por 9 neurologistas vai atender aos cem primeiros pacientes a partir das 8 horas da manhã de sábado, 12.
referenciados pelos municípios do interior. Nove médicos da Neurologia do HGF participarão do mutirão, com início previsto para às 8 horas da manhã. O evento marca as comemorações do Dia Nacional da Epilepsia, comemorado no dia 9 de setembro. A epilepsia é uma doença neurológica que pode ocorrer em qualquer idade, raça e classe social, com mais freqüência na infância. Devido a uma desordem cerebral, descargas elétricas podem causar perda da consciência, proporcionando convulsões e espasmos musculares. De acordo com o neurologista Hortêncio Santos, o HGF realiza cerca de 40 consultas por semana e 1.500 por ano. O tratamento é medicamentoso, podendo também ser cirúrgico. A cura é possível em 70% dos casos. Hoje, as cirurgias são realizadas em Ribeirão Preto, Goiânia, São Paulo e Porto Alegre e os pacientes podem ser encaminhados por unidades de saúde de todo o país.
A epilepsia e o preconceito
Estima-se que cerca de 2% da população mundial tenha epilepsia, número que pode ser maior em países em desenvolvimento. Apesar de cerca de 70% dos pacientes apresentarem formas benignas, que serão tratadas e controladas apenas com um tipo de medicação, assim como diabetes, hipertensão arterial,
etc, ainda há muito sofrimento perante o impacto do diagnóstico e suas conseqüências.
Desde há muito tempo, a epilepsia vem sendo estudada, no entanto infelizmente ainda predomina a falta de conhecimento junto à sociedade, que muitas vezes não confere às pessoas com epilepsia as mesmas oportunidades das outras. Sabe-se que a maioria dos indivíduos com epilepsia tem inteligência normal e alguns tornam-se até grandes expoentes em suas épocas, como o caso de Dom Pedro I e Machado de Assis, que chegou a escrever sobre o seu sofrimento com a doença. Na prática, mesmo com todos os avanços, ainda é difícil encontrar tratamento adequado, medicamentos, e não ser discriminado socialmente, seja no emprego ou nos relacionamentos.
Para esclarecer a sociedade e combater o preconceito, a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) vem mantendo ao longo dos anos um programa de divulgação junto à sociedade sobre as dúvidas mais comuns relacionadas ao tema. Dentro de uma campanha mundial, a associação dá continuidade ao projeto “Epilepsia fora das sombras”. A idéia é conscientizar a população de que pacientes que sofrem de epilepsia podem e devem estar inseridos na sociedade.
*Contatos:*
*Assessoria de Comunicação HGF – 3101-7086*
*Gilda Barroso, jornalista – 9925-5762*
*Luisa Nascimento, jornalista – 9215-0216*
*Hortêncio dos Santos, neurologista HGF