MORTE ENCEFÁLICA E A MANUTENÇÃO DO POTENCIAL DOADOR

6 de julho de 2009 - 03:00

*Profissionais de saúde do Estado debatem as questões técnicas e éticas que envolvem o diagnóstico de morte encefálica e a manutenção de um potencial doador de órgãos*

Dando continuidade às discussões iniciadas neste mês de maio acontecerá amanhã, dia 7 de julho, uma palestra onde será abordada a importância do diagnóstico de morte encefálica e a manutenção de potenciais doadores de órgãos. O evento será realizado no auditório principal do HGF, tendo como palestrante o neurologista Artur D`Almeida, presidente da Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia – Socenne.

O tema é polêmico, pois envolve diversas questões técnicas, éticas e religiosas. O que representa um ponto final para muitos pacientes e familiares pode significar um recomeço para muitas vidas que dependem da doação de órgãos. É assim quando ocorre o diagnóstico de morte encefálica, situação em que o sangue deixa de circular pelo cérebro do paciente. O tempo entre esse diagnóstico, a decisão da família de doar os órgãos, e a captação é decisivo para que as doações sejam viabilizadas e os órgãos sejam transplantados. Mas é preciso cumprir uma série de testes para se confirmar o diagnóstico e passar total segurança à equipe médica e aos familiares do paciente.

Potenciais doadores de órgãos são os indivíduos diagnosticados com morte encefálica que permanecem ligados a aparelhos médicos para a manutenção da circulação sanguínea dos tecidos que poderão ser ofertados ao transplante. O evento acontece no momento em que o HGF, um centro transplantador de rim e córnea, se prepara para realizar transplantes de fígado e pâncreas.

Durante a palestra, os profissionais vão abordar as dificuldades enfrentadas hoje para se fazer um diagnóstico seguro de morte encefálica e qual a importância desse diagnóstico na captação de órgãos para transplantes. Outro ponto importante a ser discutido é o que fazer após o diagnóstico se a família não concorda em doar os órgãos. Os equipamentos devem ser desligados após confirmação da morte encefálica? Quem deve decidir isso? Como abordar a família e liberar o leito de UTI para outros pacientes que estão na fila de espera?

*SERVIÇO:*
  PALESTRA: MORTE ENCEFÁLICA E MANUTENÇÃO DE POTENCIAL DOADOR

*LOCAL: AUDITÓRIO PRINCIPAL – HGF*
*HORÁRIO: 9:30h*

*PALESTRANTE: NEUROLOGISTA ARTUR D`ALMEIDA, PRES. SOCIEDADE CEARENSE DE
NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA, SOCENNE*

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*Contatos:*

*Assessoria de Comunicação HGF – 3101-7086*
*Gilda Barroso, jornalista – 9925-5762*
*Luisa Nascimento, jornalista – 9215-0216*
*Artur D`Almeida, neurologista