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Tratamento de ponta para ANEURISMA CEREBRAL pelo SUS



Em 2008, o Hospital Geral de Fortaleza tratou cerca de 100 aneurismas cerebrais através de técnica endovascular por cateter

Nada de abrir o crânio para tratar o aneurisma cerebral. No Hospital Geral de Fortaleza, desde abril de 2008, os aneurismas são tratados com um procedimento bem mais simplificado e menos traumático para o paciente. É a embolização por catéter. O serviço está sendo disponibilizado graças à aquisição de um aparelho de hemodinâmica. A associação do aparelho ao uso do catéter possibilita a realização de cirurgias de embolização sem corte. Com o uso do catéter, os pacientes recebem alta mais rápido. Hoje, são realizados de 15 a 20 procedimentos por mês, sempre às terças e quintas-feiras. 
Como todas as partes do corpo humano, o cérebro é composto de células vivas (neurônios), que requerem suprimento de sangue por parte das artérias, fornecendo-lhes o oxigênio e elementos nutritivos. A ruptura destas artérias e particularmente de uma expansão anormal que possa dar forma na parede de uma delas, denominada aneurisma, é a responsável por um grande número de derrames ou de hemorragias cerebrais.
Estes derrames podem acontecer despercebidos e causar pequenas moléstias, como dor de cabeça, náuseas ou vômitos, mas também podem ser sérios e produzir quadros neurológicos severos como hemiplegias (paralisias), o coma (perda da consciência) ou a morte.
Todos os pacientes que sofrem de hemorragia cerebral devem ser considerados como portadores de um quadro sério, razão porque a consulta com o especialista deve ser imediata, seu diagnóstico precoce e o tratamento, especializado e oportuno, permitindo evitar conseqüências graves e preservar a vida do paciente.


O que é um aneurisma cerebral? 


É uma expansão anormal na parede de uma artéria. A maioria dos casos é de origem congênita, embora os traumáticos e as infecções também possam desenvolver aneurismas. Porém, sabe-se hoje, que o fumo e a hipertensão arterial são fatores relacionados com o desenvolvimento e ruptura do aneurisma. Quando um aneurisma cerebral se rompe, o sangue flui para um espaço que envolve o cérebro, provocando hemorragia. Estima-se que 2 a 5% da população é portadora de aneurisma cerebral e que nos Estados Unidos 50.000 casos de hemorragia por aneurisma cerebral acorram anualmente.  
10 a 15% dos pacientes que sofrem esta hemorragia correm risco de morte antes de chegar ao hospital e mais da metade falecem dentro dos primeiros 30 dias após o sangramento. Dos sobreviventes, aproximadamente 30% apresentam risco de novo sangramento durante os próximos 15 dias se não tratados.  O sangue que extravasou irrita as artérias podendo fechá-las,o que gera uma situação séria capaz de deixar sem a irrigação um setor do cérebro e pode causar um infarto cerebral. O quadro descrito é evitável através de um diagnóstico precoce e um tratamento especializado oportuno.  Se um aneurisma é diagnosticado antes de sua ruptura, os riscos com o tratamento programado são muito baixos e menores do que o risco de viver com ele mesmo sem tratamento.



Como ocorre um aneurisma cerebral?  É hereditario? É necessário que os parentes se submetam a exame?


Os aneurismas são o resultado de uma fraqueza em um ponto da parede arterial, fazendo-a então vulnerável à pressão que exerce o sangue neste setor. Desta maneira, a artéria começa a dilatar-se como um globo onde também circula constantemente sangue com pressão.  Neste ponto existe um grande risco de ruptura da parede arterial. A maioria dos aneurismas não se deve a nenhuma doença no indivíduo e não são hereditarios; mas congênitos ( aparecem ao nascimento).
É recomendado fazer exames especializados em todos os parentes diretos (filhos, irmãos, etc.) dos pacientes afetados por aneurismas.
Durante muitos anos, os portadores de aneurisma cerebral somente podiam se tratar através da cirurgia convencional. Nos fins dos anos 80 e começo da década de 90, a necessidade de oferecer uma resposta menos traumática para estes pacientes, fez surgir a Neurorradiologia Intervencionista.
Desde então, inúmeros aneurismas estão sendo tratados com sucesso através desta revolucionária técnica minimamente invasiva.


Como os aneurismas cerebrais podem ser tratados?


Com a informação que fornece a Tomografía Computadorizada (TC), ou a Ressonancia Magnética (RM) ou a Angiografía Digital (AD) se pode tomar a decisão de como tratar o aneurisma; se por meio de uma operação convencional ou através da técnica endovascular minimamente invasiva.* 


O que é uma cirurgia convencional?


A cirurgia denominada convencional consiste na abertura do cranio, a identificação do aneurisma e a colocação de uma delicada peça metálica (clip) na sua base ou colo, e evitar desta maneira que continue entrando sangue no seu interior. 


O que é uma cirurgia endovascular?


A técnica endovascular se realiza avançando um microcatéter através das artérias até o interior do aneurisma, para em seguida colocar diferentes materiais (espiras de platina, balões). Este material não causa reação nem rejeição e é definitivo. Este método se denomina embolização. Também se pode colocar um dispositivo especial denominado Stent (elemento tubular que se coloca na parede interna da artéria). A embolização em algumas ocasiões é feita sem anestesia geral, somente com sedação, tem duração em torno de duas horas e requer uma internação geralmente mais curta que em um procedimento convencional. Nos casos de aneurisma que não sofreram rompimento o tempo médio de internação para o tratamento é de 48 horas e nos que sangraram a embolização precoce faz com que as sequelas neurológicas sejam minimizadas ou praticamente inexistentes. No caso de uma cirurgia convencional, o paciente permanece internado por mais tempo, com todas as consequências e recuperação de um procedimento cirúrgico maior.



CONTATOS:

Assessoria de Comunicação HGF – 3101-7086
Jornalistas Gilda Barroso – 9925-5762 e Luisa Nascimento – 9215-0216
Sérgio Pouchain, Chefe da Neurocirurgia – HGF
Marcelo Otoch, Neurocirurgião HGF 
       

 

 

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