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Prevenção e detecção precoce de câncer de mama
Seg, 17 de Setembro de 2012 10:40

Prevenção e detecção precoce do câncer de mama







Dr. Ricardo Montefusco
Cirurgião Oncologista

 


 

Estima-se que cerca de 50.000 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil em 2010, o que coloca esta doença em segundo lugar nas estatísticas de incidência de tumores malignos entre as mulheres, superada apenas pelo câncer de pele.

Apesar dos esforços para aumentar o número de aparelhos de mamografia nas unidades de saúde que realizam atendimentos primários e secundários, ainda existem nestes setores da rede pública, enormes obstáculos a serem enfrentados. A ausência de padronização das condutas médicas, dificuldades para o acesso rápido à primeira consulta, ou ainda o grande número de solicitações de exames, muitas vezes desnecessários, são problemas comuns, mas que resultam em atrasos consideráveis até que uma paciente com câncer de mama tenha o seu diagnóstico firmado e inicie o tratamento.

Além disso, existe uma carência de infraestrutura para dar continuidade e resolutividade aos casos de lesões não palpáveis e suspeitas que são identificadas nas mamografias de rotina. Há evidente necessidade de se criar uma melhor distribuição de responsabilidades entre as unidades de atenção básica à saúde e os centros de atendimento terciário, a fim de que possamos oferecer um tratamento mais efetivo e com custos menores a um número cada vez maior de mulheres com uma mamografia suspeita ou um tumor palpável na mama.

Os desafios são imensos, tanto para gestores quanto para os profissionais da saúde envolvidos no tratamento das mulheres com doenças mamárias. Encontrar as melhores idéias e políticas de saúde que beneficiem parcelas crescentes da população é uma árdua tarefa para cada um de nós.

Acreditamos que a difusão do conhecimento e a educação continuada são parte fundamental das estratégias de diagnóstico precoce e tratamento eficaz do câncer de mama. O esforço conjunto é necessário, incluindo aqui as mulheres assintomáticas e as pacientes, para que possamos alcançar o objetivo, que é a cura dessa doença. A seguir, indicamos algumas das recomendações para a prevenção primária e secundária do câncer de mama:


Prevenção Primária do Câncer de Mama

São medidas que visam evitar a sua formação.
Para as mulheres com risco usual para câncer de mama, recomenda-se:

1.    Beba álcool somente com moderação. Limite o consumo de bebidas alcoólicas para menos de um drinque por dia.
2.    Faça exercícios físicos pelo menos três dias na semana. O ideal é que você se exercite durante 30 minutos na maioria dos dias da semana.
3.    Mantenha um peso saudável. Se o seu peso atual é normal, não evite esforços para mantê-lo assim. Se você precisa perder peso, pergunte ao seu médico sobre estratégias saudáveis para atingir esse objetivo. Reduza o número de calorias que você come diariamente e gradualmente aumente a quantidade de exercícios. O seu objetivo deve ser uma diminuição lenta de peso, ao mesmo tempo em que muda os hábitos alimentares para uma dieta mais saudável.
4.    Limite o uso de Reposição Hormonal Pós-Menopausa (TRH). Essa terapia com hormônios pode aumentar o risco de câncer de mama. Fale com o seu médico sobre os benefícios e riscos do tratamento hormonal. Muitas mulheres experimentam sintomas bastante desagradáveis durante a menopausa e para este grupo, o risco aumentado de câncer de mama pode ser aceitável, diante do grande alívio que a TRH propicia. Para reduzir o risco de câncer de mama, use a menor dose de hormônios que alivie suas queixas e pelo tempo mais curto possível.


Para mulheres com risco elevado, outras recomendações podem ser acrescentadas após consulta a um especialista:
Se o seu médico, após avaliar a sua história familiar e outros fatores, determinou que você tem um risco alto para o câncer de mama, existem opções para reduzir essa probabilidade.

1.    Medicações Preventivas (Quimioprevenção). Medicamentos que bloqueiam a ação dos Estrógenos podem ajudar a diminuir o risco de câncer de mama. As opções incluem o Tamoxifeno e o Raloxifeno. Essas drogas (como todas as outras) podem ter efeitos colaterais, de modo que são reservadas usualmente para mulheres com risco muito elevado.

2.    Cirurgia Preventiva das Mamas. Para mulheres com risco muito alto de desenvolver um câncer de mama, os médicos podem oferecer a opção de uma Mastectomia Redutora de Risco. Trata-se da remoção cirúrgica das mamas, com a reconstrução plástica imediata, usualmente utilizando próteses de silicone.

             
Prevenção Secundária do Câncer de Mama

Também conhecida como Detecção Precoce ou Rastreamento (Screening, em inglês).

Um tumor maligno da mama torna-se palpável quando já mede cerca de 1 cm. Isto significa que ele já está presente no organismo há muitos meses ou mesmo anos. Nesse período, o melhor método, com ação comprovadamente eficiente, para detecção precoce é a mamografia. Aqui, é preciso deixar claro que nem todos os tumores são identificados pela mamografia. Eles podem se “misturar” com o aspecto radiológico (mamográfico) normal da mama, e tornar impossível a sua visualização pelo radiologista e pelo mastologista.

Entretanto, lesões com poucos milímetros podem deixar sua “marca” no exame mamográfico, e nesta fase, conhecida como Pré-Clínica, as taxas de cura após o tratamento adequado são de quase 100%. Essa deve ser a motivação maior para estimular as mulheres a fazer uma mamografia de rotina.

Não existe um consenso sobre a melhor época para a primeira mamografia e nem qual a frequencia ideal para esse exame. Em condições ideais de assistência à saúde, uma boa recomendação é que se faça o primeiro exame aos 35 anos. Se esse exame basal for normal, a mamografia deve ser realizada anualmente, a partir dos 40 anos.


As recomendações para a detecção precoce do câncer de mama incluem:

Pergunte ao seu médico sobre o “rastreamento” do câncer de mama. Saiba com que idade você deve começar a fazer exames de rastreamento (aqueles que são solicitados para mulheres que não têm nenhum sintoma mamário). Os testes mais comuns são: o Exame Clínico das Mamas (ECM) e a Mamografia.    
 
Informe-se com o seu médico sobre os benefícios e os riscos desses exames. Juntos vocês poderão decidir que estratégias de rastreamento são boas para você.
 
Compareça anualmente (ou nas datas determinadas no seu caso) para que o médico faça o Exame Clínico das Mamas. O ECM também permite que em muitos casos seja feito o diagnóstico precoce de lesões pequenas, mas palpáveis, o que influencia decisivamente nos resultados dos tratamentos e expectativas de cura.           


Importante: O Autoexame das Mamas, realizado pela própria paciente mensalmente após a menstruação, somente é capaz de identificar nódulos maiores. Evidências recentes têm mostrado que o AEM não foi capaz de diminuir a mortalidade pelo câncer de mama. Deve, contudo, continuar a ser ensinado e praticado, especialmente em nosso meio, onde parte considerável da população ainda não tem acesso à mamografia.


O Dr. Ricardo Montefusco é Cirurgião Oncologista do Serviço de Mastologia do Hospital Geral de Fortaleza.

 

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