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*Estima-se que pelo 300 pessoas tenham a doença diagnosticada no Ceará* A assistente social Ana Paula nunca tinha ouvido falar em esclerose múltipla. Ela tinha 22 anos quando começou a perceber sintomas estranhos no corpo. Eram tonturas, choques na coluna, dormência em uma das pernas... Quando procurou ajuda, as suspeitas eram muitas: distensão muscular, hérnia de disco... Mas os sintomas só se agravavam e ela continuava a seguir de médico em médico em busca de respostas. Ana Paula já não sentia um lado do rosto e a visão de um dos olhos estava comprometida. Foi ao fazer uma ressonância magnética no HGF que veio o sinal que era necessário para o diagnóstico correto: esclerose múltipla. O tratamento foi iniciado e logo foram sentidas as melhoras. Os surtos hoje são mais espaçados e menos agressivos. Agora, Ana Paula quer proporcionar a integração e a troca de experiências entre pacientes que tem esclerose múltipla. Para isso, está sendo criada a *Associação dos Amigos e Pacientes com Esclerose Múltipla do Ceará. * No próximo dia 13, sábado, no auditório Murilo Aguiar da Assembléia Legislativa, a partir das 8h, durante audiência pública, deverá ser aprovada a criação do estatuto da AAPEMCE, Associação dos Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla do Ceará. Na ocasião, será constituído um conselho científico, que deverá ser coordenado pelo neurologista Artur D`Almeida, chefe do Centro de Tratamento de Esclerose Múltipla do Hospital Geral de Fortaleza, HGF. Além de tornar a doença e seus sintomas mais conhecidos, e identificar os pacientes com a doença no Ceará, a associação deve unir forças para conseguir cada vez mais melhorias no tratamento da doença. Estima-se que hoje existam no Ceará pelo menos 300 pacientes com esclerose múltipla no Ceará. Desses, 75 fazem tratamento contínuo no Centro de Tratamento de Esclerose Múltipla do HGF. O tratamento custa caro e, em geral, não é coberto pelos planos de saúde. SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA *A esclerose múltipla é hoje a segunda maior causa de seqüela neurológica entre pessoas jovens ficando atrás apenas dos traumas * Uma dormência de um lado do corpo, vista turva, dificuldades para executar tarefas simples da rotina como levantar um copo, escrever ou correr... Sintomas que aparecem e desaparecem mas que não podem ser ignorados. Eles podem indicar sinais de uma esclerose múltipla. A doença acomete 18 de cada 100 mil habitantes no Brasil e é mais comum em mulheres. A proporção é de duas mulheres para cada homem. Os sintomas aparecem dos 15 aos 50 anos e podem se agravar caso não seja feito o tratamento adequado. O diagnóstico é feito através da análise clínica e monitoramento de exames como ressonância magnética. O tratamento custa caro e não é coberto por grande parte dos planos de saúde. Na rede particular, o custo mensal por paciente é de 7 mil reais mensais. Desde maio de 2008, pacientes com a doença contam com atendimento especializado e gratuito. O tratamento da Esclerose Múltipla vem sendo oferecido pelo SUS no Hospital Geral de Fortaleza e no Hospital Universitário Walter Cantídio. Hoje, 75 pacientes que tiveram a doença diagnosticada são acompanhados de perto pela equipe do Centro de Tratamento de Esclerose Múltipla do HGF. A equipe chefiada pelo neurologista Artur D`Almeida conta ainda com ftalmologista, urologista,nutricionista, fonoaudiólogo, farmacêutica e enfermeira. ** *A esclerose múltipla é uma doença* neuroimunológica (que envolve o sistema nervoso e de defesa), rara, de causa desconhecida e apresenta lesões no Sistema Nervoso Central. Ela começa com um distúrbio no sistema imunológico. A medula espinhal é atacada. Algumas células de defesa, que devem proteger o organismo, estranham-no e passam a destruí-lo. Com o dano, fica impedida a transmissão das mensagens entre o cérebro e o resto do corpo. A doença se manifesta através de surtos periódicos e tende a piorar a cada crise. Pode também ser progressiva, com piora constante. O tratamento é feito com medicamentos de alto custo que modulam a imunidade, aumentando o intervalo entre os surtos e reduzindo os riscos de degeneração. Com o tratamento, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida.** *CONTATOS:* Assessoria de Comunicação HGF – 3101-7086 Gilda Barroso – 9925-5762 Luisa Nascimento – 9215-0216 *Neurologista Artur D`Almeida, chefe do Centro de Tratamento de Esclerose Múltipla do HGF 3101-7090* *Ana Paula Ferreira Coelho, assistente social, paciente – 4101-2703/ |
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